Math tentou pronunciar algo, mas Angel com o dedo indicador tocou delicadamente seus lábios, dizendo:
-Há momentos em que não é necessário dizer uma única palavra. Então não me diga o que eu já sei.
Math ficou impressionado com a habilidade de Angel lhe dizer o que era certo fazer e ele realmente sabia que o que era necessário, não seria dizer para Angel que a amava, isso transbordava em seus olhos de imediato.
Angel retirou o indicador de seus lábios, segurando a sua mão lhe deu um abraço, mas um abraço tão confortável que se sentiu em seu porto seguro.
- Fica aqui comigo?.- Disse Angel sussurrando em seu ouvido.
- Para sempre?.- Perguntou Math.
- Sim.- E o abraçando mais forte continuo.- Para todo sempre.
- Eu fico.- Disse retribuindo delicadamente aquele abraço confortável.
Math sentia seu cheiro como se fosse a melhor essência do mundo e estar com a face ao lado da de Angel o fazia perder o sentido ou nem se quer sentir seus pés tocando o chão.
- Promete?.- Perguntou ela.
- Com tudo que posso.- Respondeu o garoto.
E tudo aquilo foi se afastando, como se algo o mostrasse que não fazia parte da realidade aquele momento. Primeiro sentiu Angel sumir sobre seus braços e as paredes ao seu redor se desfaziam de pó em pó. Sentiu como se estivesse caindo, mas caindo como uma leve pena que brincava com o vento ate delicadamente tocar o chão. Math tinha despertado.
Depois de ter acordado, olhou para o relógio e notou que tinha dormido mais ou menos umas duas horas. Dormiu tão bem que resolveu continuar deitado na cama olhando para o teto de seu quarto, imaginando como se tudo o que sonhou fosse uma coisa real. O garoto estava tão bobo que quando sua mãe o chamou para comer algo, respondeu com as seguintes palavras:
- Já estou a ir mãe querida.
Se Math pudesse ver a expressão da face de sua mãe quando fechou a porta, morreria de vergonha.
Math se levantou e como de costumo sentou-se em frente ao computador, resolveu então colocar uma musica que correspondesse a sensação de seu coração. Não sei bem ao certo dizer qual musica era, mais soava com a doce voz de Colbie Caillat.
Respirando fundo entrou em um site de relacionamento, do qual mantinha adicionado todos os seus amigos e parentes.
- Que legal, nenhuma mensagem.- Comentou para si mesmo.
Ele gostaria de ter pego o profile de Angel, só que estava tão vidrado na garota que ao menos teve cabeça para pensar isso.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Capitulo 2 - O sonho
O garoto lentamente se desconectava de tudo e sentia seu corpo levemente a flutuar sobre as harmonias de uma musica que tocava de fundo. Math olhou ao seu redor sem entender muito bem e viu um quarto que em suas quatro paredes estavam tomadas por poesias rabiscadas com giz de cera azul, entre outras giz de cera rosa, amarelo e verde. Se aproximando da poesia escrito em rosa leu em voz alta:
- Da tua própria pele eu não quero nem se quer um pedaço. Ela que se desfaça e se refaça mil vezes que nem ligarei. Entenderei quando for o tempo de entender, chorarei quando for tempo de chorar, só que na verdade quando falo de te amar, meu quando se torna sempre e da tua alma eu me torno parte, me desfazendo e refazendo em você.
Math se sentia cada vez mais preenchido e com mais vontade de ler as poesias. Logo abaixo da que ele tinha acabado de ler, estava ainda em giz de cera rosa um pequeno escrito que dizia:
"Eu vou se você me chamar. E mesmo se nos perdermos no caminho, será contigo."
Math estava dopado de nostalgia, queria saber quem era o responsável por escrever todas essas coisas. E se levantando procurava entre as poesias assinaturas, não conseguiu nem se quer achar a sigla do nome de alguém. O garoto notou que no quarto não havia porta e nem janelas, apenas 4 paredes brancas escritas com poemas que o embriagavam de paixão. Sentiu uma vontade súbita de se deitar e quando o fez, notou que o céu estava a mostra azul e com poucas nuvens, o lugar não tinha teto.
Ficou por um tempo deitado e seus movimentos lhe davam a sensação de estar flutuando. O garoto sentiu um leve sabor de paixão que lhe passava ao nariz, e a fome de se fartar de um apaixonante pedaço de coração, lhe dava borboletas no estomago. Match sabia que não era a fome de se alimentar como comida, mas a vontade de se alimentar com a alma e a presença de alguém, como se fosse quase impossível viver sem isso. Só que em sua mente lhe fazia perguntas do tipo "Por quem?" e "Por que?".
- Eu não sei responder.- Disse Math
Ate que sentiu uma leve mão cobrir seus olhos e uma adocicada voz a dizer
- Então não as responda.
- Quem é?- Perguntou o garoto.
- Sou quem lhe deu vontades.- Respondeu a doce voz.
Math começou a pensar e repetidamente o timbre da suave voz lhe tocava aos ouvidos e o garoto não hesitou em dizer:
- Angel?
- Ah assim de primeira?.- Respondeu a voz, tirando suavemente a mão de seus olhos.
Math se levantou e seu coração começou a disparar rapidamente, como se nunca tivesse visto Angel. Começava a observar silenciosamente o seu lindo cabelo loiro e a leve tonalidade branca de sua pele que dava um lindo contraste aos seus olhos verdes.
domingo, 19 de dezembro de 2010
8
Logo após de descerem as escadas andaram mais um pouco ate chegarem a porta de saída da escola.
- Bem, acredito que seja aqui a hora de dizer adeus.- Comentou Math.
- Adeus? é uma palavra forte se nos veremos amanha, não acha?.- Disse Angel.
Naquele momento Math gostaria de ter dito, "Se eu não morrer pela tua ausência, adeus seria o suficiente para expressar essa tristeza de te ver ir e não suportar."
E sem que Angel pudesse ler seus pensamentos, Math sorriu e a deu um beijo no rosto de Angel dizendo:
- Então digo: até amanha.
E delicadamente Angel devolveu o beijo no rosto de Math, dizendo:
- até.
Math sentou na pequena escadaria da escola e ficou observando Angel ir embora.
Pegou o celular para ligar para sua mãe, mas ficou segurando um tempo em sua mão até que perdesse Angel de vista.
Era estranho a sensação que Match sentia, não queria que ela partisse, mas ao mesmo tempo se consolava com a teoria de que era tudo muito novo e que logo passaria. E se não passasse? Como Math suportaria ver Angel partir todos os dias ate que sumisse de sua vida de uma vez?
Uma coisa era certeza, Angel lhe trouxe a fagulha que reacendeu a vontade de ir para escola, a vontade de se arrumar com mais capricho, o sopro de embriaguez que seu coração precisava para se inspirar por outro coração. A sensação de querer se sentir de outra pessoa, mantinha Math conectado consigo mesmo, é como se fosse capaz de morrer todos os dias só para sentir o gosto do que era renascer em si mesmo.
Logo após que sua mãe o buscou na escola e fez aquela leve sessão de perguntas cotidianas do tipo "Como foi o primeiro dia na escola?" ou "Conheceu amigos novos?" entre outras, Math se deitou na cama com as mãos atrás da cabeça e olhando para o teto como se pudesse ver através o céu nublado; adormeceu.
- Bem, acredito que seja aqui a hora de dizer adeus.- Comentou Math.
- Adeus? é uma palavra forte se nos veremos amanha, não acha?.- Disse Angel.
Naquele momento Math gostaria de ter dito, "Se eu não morrer pela tua ausência, adeus seria o suficiente para expressar essa tristeza de te ver ir e não suportar."
E sem que Angel pudesse ler seus pensamentos, Math sorriu e a deu um beijo no rosto de Angel dizendo:
- Então digo: até amanha.
E delicadamente Angel devolveu o beijo no rosto de Math, dizendo:
- até.
Math sentou na pequena escadaria da escola e ficou observando Angel ir embora.
Pegou o celular para ligar para sua mãe, mas ficou segurando um tempo em sua mão até que perdesse Angel de vista.
Era estranho a sensação que Match sentia, não queria que ela partisse, mas ao mesmo tempo se consolava com a teoria de que era tudo muito novo e que logo passaria. E se não passasse? Como Math suportaria ver Angel partir todos os dias ate que sumisse de sua vida de uma vez?
Uma coisa era certeza, Angel lhe trouxe a fagulha que reacendeu a vontade de ir para escola, a vontade de se arrumar com mais capricho, o sopro de embriaguez que seu coração precisava para se inspirar por outro coração. A sensação de querer se sentir de outra pessoa, mantinha Math conectado consigo mesmo, é como se fosse capaz de morrer todos os dias só para sentir o gosto do que era renascer em si mesmo.
Logo após que sua mãe o buscou na escola e fez aquela leve sessão de perguntas cotidianas do tipo "Como foi o primeiro dia na escola?" ou "Conheceu amigos novos?" entre outras, Math se deitou na cama com as mãos atrás da cabeça e olhando para o teto como se pudesse ver através o céu nublado; adormeceu.
sábado, 18 de dezembro de 2010
7
Seguiu para a sala de aula e o tempo passo igual um sopro. Sentou na sua carteira e decidiu não mais olhar para ela, mesmo isso sendo muito difícil. Math estava chateado, ele achou que ela o ignorou de propósito, só que no fundo ele ainda tinha suas duvidas desvairadas.
Ficou sentado cutucando o seu coração com momentos melancólicos e lembranças dolorosas de sentir. Se passaram algumas horas, entraram professores de outras matérias, mas nada que Math tivesse se dedicado para saber do que se tratava.
Era estranho a sensação que Math sentia, era uma mistura de querer e não poder ou o de querer e não ter o por que de fazer.
Enfim o sinal tocou e era hora de partir para casa. Math se levantou pegou seu material e colocou na mochila, viu lentamente e ao mesmo tempo sorridente a garota passar.
Se conteve por segundos, até ir para cima dela como se fosse a devorar.
- Oi, desculpe por ter sido um tolo e não ter te dado toda atenção que merecia.- Disse Math com firmeza
- Mas que bobagem, não se preocupe com isso.- Respondeu a garota com um sorriso lindo.
- Então me diga, qual é o seu nome?.- Perguntou Math
- Ah você vai rir de mim!- Respondeu ela toda vermelha.
- Prometo não rir.- Disse Math rindo sorrateiramente.- Não creio que seja tão assustador assim.
- Mas acredite, talvez não assustador, mas bem místico.- Entre sorrisos respondeu a garota.
- Não me mate de curiosidade me diga.- Disse Math.
- Ok, tudo bem.- Respondeu a Garota.
- An.... Angel.- Disse ela entre lábios.
- Você ta brincando ou eu entendi errado?. Duvidou Math.
- Ah por que eu mentiria?- Angel questionou em um tom irônico.
- Por que se o seu nome realmente for esse, estou encantado.- elogiou em forma educada o garoto.
Match conseguia ver nos olhos de Angel um brilho inigualável ao brilho das estrelas. Parecia que simples palavras fizessem o efeito de mil poemas derrubados em seu coração.
Angel sorriu com as bochechas vermelhas, ate que perguntou:
- Por que tanto encanto no meu nome?
- Antes fosse apenas ele, mas teu sorriso também tende a me cativar.- Respondeu Math com toda a coragem que um ser humano poderia ter.
Math sabia que aquilo estava se tornando uma brincadeira de sentimentos, mas não era uma brincadeira de mal gosto, era o que seu coração falaria se tivesse boca. Então pensou o por que de se privar de dizer o que realmente tinha que ser dito? E no momento até pensou "Se Angel tivesse o poder de ler minha mente, veria o quanto realmente estou encantado por ela"
Ate que seus pensamentos foram interrompidos pela adocicada voz de Angel:
- Para de ser bobo, não brinca com o que não pode suportar.
Math resolveu então se calar e sorrir.
Como poderia Angel dizer que ele não poderia suportar? Quis ate dizer que para conhecê-la suportaria todas as suas duvidas e medos. Mas será que realmente era disso que Angel se referia?
E em silencio os dois saíram pela sala e começaram a descer as escadas, sem palavras apenas se comunicavam por sorrisos e olhares misteriosos.
Ficou sentado cutucando o seu coração com momentos melancólicos e lembranças dolorosas de sentir. Se passaram algumas horas, entraram professores de outras matérias, mas nada que Math tivesse se dedicado para saber do que se tratava.
Era estranho a sensação que Math sentia, era uma mistura de querer e não poder ou o de querer e não ter o por que de fazer.
Enfim o sinal tocou e era hora de partir para casa. Math se levantou pegou seu material e colocou na mochila, viu lentamente e ao mesmo tempo sorridente a garota passar.
Se conteve por segundos, até ir para cima dela como se fosse a devorar.
- Oi, desculpe por ter sido um tolo e não ter te dado toda atenção que merecia.- Disse Math com firmeza
- Mas que bobagem, não se preocupe com isso.- Respondeu a garota com um sorriso lindo.
- Então me diga, qual é o seu nome?.- Perguntou Math
- Ah você vai rir de mim!- Respondeu ela toda vermelha.
- Prometo não rir.- Disse Math rindo sorrateiramente.- Não creio que seja tão assustador assim.
- Mas acredite, talvez não assustador, mas bem místico.- Entre sorrisos respondeu a garota.
- Não me mate de curiosidade me diga.- Disse Math.
- Ok, tudo bem.- Respondeu a Garota.
- An.... Angel.- Disse ela entre lábios.
- Você ta brincando ou eu entendi errado?. Duvidou Math.
- Ah por que eu mentiria?- Angel questionou em um tom irônico.
- Por que se o seu nome realmente for esse, estou encantado.- elogiou em forma educada o garoto.
Match conseguia ver nos olhos de Angel um brilho inigualável ao brilho das estrelas. Parecia que simples palavras fizessem o efeito de mil poemas derrubados em seu coração.
Angel sorriu com as bochechas vermelhas, ate que perguntou:
- Por que tanto encanto no meu nome?
- Antes fosse apenas ele, mas teu sorriso também tende a me cativar.- Respondeu Math com toda a coragem que um ser humano poderia ter.
Math sabia que aquilo estava se tornando uma brincadeira de sentimentos, mas não era uma brincadeira de mal gosto, era o que seu coração falaria se tivesse boca. Então pensou o por que de se privar de dizer o que realmente tinha que ser dito? E no momento até pensou "Se Angel tivesse o poder de ler minha mente, veria o quanto realmente estou encantado por ela"
Ate que seus pensamentos foram interrompidos pela adocicada voz de Angel:
- Para de ser bobo, não brinca com o que não pode suportar.
Math resolveu então se calar e sorrir.
Como poderia Angel dizer que ele não poderia suportar? Quis ate dizer que para conhecê-la suportaria todas as suas duvidas e medos. Mas será que realmente era disso que Angel se referia?
E em silencio os dois saíram pela sala e começaram a descer as escadas, sem palavras apenas se comunicavam por sorrisos e olhares misteriosos.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
6
Chegando ao pátio da escola, viu diversas pessoas que matavam a saudades e que também já discutiam, comiam, sorriam e todas essas coisas que pessoas felizes fazem ou não.
Math ficou observando e tentando encontrar alguém que conhecesse, para que não ficasse sozinho em pé e que todos o olhassem como um boboca. Desistiu. Resolveu então seguir mais um pouco pelo canto perto do bebedor e se encostar na parede, colocando as duas mãos dentro dos bolsos da calça jeans. Math se sentia muito confortável com calça jeans e gostava de usar quase todo o tempo. Mal ele sabia que muitas garotas achavam um charme a forma em que se encostava na parede com uma perna apoiada no chão e outra levantada com a sola do pé encostada também na parede e é claro o charme das mãos nos bolsos.
Se passou alguns segundos e tudo que Math queria era saber aonde estava a garota da sua sala. Ficou procurando, olhando e as vezes disfarçava quando a via sentada conversando com algumas outras garotas. A garota notou os disfarçados olhares de Math e começou a encará-lo com delicadeza. Os olhares se enfrentavam de uma forma de desejo intenso, que nem mil palavras conseguiriam descrever aquele momento. Era questão de segundos, mas para Math lhe soava como horas e horas. Até poderia dizer que em todas as vezes que Math se pegava olhando os olhares da garota, tinha a sensação de que ambos se atraiam, mas em segredo absoluto. Isso era mágico. "Eu poderia dizer o tanto quanto me sinto dela sem realmente ser" pensou Match com a ânsia de querer ir dizer.
- Eu vou.- Sussurrou.
Mas dentro dele a sua parte medrosa lhe tirava a coragem "Vai dizer o que?"
- Vou dizer que ela me atrai.- continuava a se encorajar.
E ao monologo consigo mesmo pensava "Haha como eu sou bobo e se ela rir de mim?"
Math ficou pensando coisas e mais coisas, como as do tipo "Ela vai me achar um verdadeiro babaca se eu disser isso", "Ou um louco, quem é que fica todo bobo só por um sorriso e um olhar?"
- Ta, eu sei que fico.- Falou em tom baixo para si mesmo.
- Mas que droga, eu quero muito ir.- Continuou ele.
E quando tomou a atitude de ir, o sinal do intervalo tocou.
E aliviado pensou enganando a si mesmo "Ah que pena, deixa para mais tarde"
Math sabia que aquilo foi uma desculpa descarada para convencer a si mesmo de não cometer algo que ele julgava como loucura. E naquele momento ele lembrou algo muito importante do poeta do amor:
"Nossas duvidas são traidoras e nos fazem perder o bem, que com freqüência poderíamos ganhar, se não fosse o simples medo de tentar"
Ficou pensando sobre aquela frase e encostado na parede viu a garota passar bem próximo. Decidiu chamá-la.
- Ei, ei.- Disse ele na tentativa de chamar a atenção da garota.
Match não sabia o nome da garota e infelizmente ela passou sem ao menos ter percebido que ele o chamava.
Math ficou observando e tentando encontrar alguém que conhecesse, para que não ficasse sozinho em pé e que todos o olhassem como um boboca. Desistiu. Resolveu então seguir mais um pouco pelo canto perto do bebedor e se encostar na parede, colocando as duas mãos dentro dos bolsos da calça jeans. Math se sentia muito confortável com calça jeans e gostava de usar quase todo o tempo. Mal ele sabia que muitas garotas achavam um charme a forma em que se encostava na parede com uma perna apoiada no chão e outra levantada com a sola do pé encostada também na parede e é claro o charme das mãos nos bolsos.
Se passou alguns segundos e tudo que Math queria era saber aonde estava a garota da sua sala. Ficou procurando, olhando e as vezes disfarçava quando a via sentada conversando com algumas outras garotas. A garota notou os disfarçados olhares de Math e começou a encará-lo com delicadeza. Os olhares se enfrentavam de uma forma de desejo intenso, que nem mil palavras conseguiriam descrever aquele momento. Era questão de segundos, mas para Math lhe soava como horas e horas. Até poderia dizer que em todas as vezes que Math se pegava olhando os olhares da garota, tinha a sensação de que ambos se atraiam, mas em segredo absoluto. Isso era mágico. "Eu poderia dizer o tanto quanto me sinto dela sem realmente ser" pensou Match com a ânsia de querer ir dizer.
- Eu vou.- Sussurrou.
Mas dentro dele a sua parte medrosa lhe tirava a coragem "Vai dizer o que?"
- Vou dizer que ela me atrai.- continuava a se encorajar.
E ao monologo consigo mesmo pensava "Haha como eu sou bobo e se ela rir de mim?"
Math ficou pensando coisas e mais coisas, como as do tipo "Ela vai me achar um verdadeiro babaca se eu disser isso", "Ou um louco, quem é que fica todo bobo só por um sorriso e um olhar?"
- Ta, eu sei que fico.- Falou em tom baixo para si mesmo.
- Mas que droga, eu quero muito ir.- Continuou ele.
E quando tomou a atitude de ir, o sinal do intervalo tocou.
E aliviado pensou enganando a si mesmo "Ah que pena, deixa para mais tarde"
Math sabia que aquilo foi uma desculpa descarada para convencer a si mesmo de não cometer algo que ele julgava como loucura. E naquele momento ele lembrou algo muito importante do poeta do amor:
"Nossas duvidas são traidoras e nos fazem perder o bem, que com freqüência poderíamos ganhar, se não fosse o simples medo de tentar"
Ficou pensando sobre aquela frase e encostado na parede viu a garota passar bem próximo. Decidiu chamá-la.
- Ei, ei.- Disse ele na tentativa de chamar a atenção da garota.
Match não sabia o nome da garota e infelizmente ela passou sem ao menos ter percebido que ele o chamava.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
5
Logo após ter saído do banheiro, notou a imensa vontade de voltar para sala de aula. Bem que Math não queria admitir, só que por dentro ele sabia o real motivo.
Voltando para sala e sentando em sua carteira, ficou por algum tempo rabiscando a parte de trás do seu caderno até que o sinal tocasse e a professora saísse. Math sabia que ali em plena sala de aula e com a presença da professora ele não conseguirá ter a oportunidade nem se quer de se aproximar daquela garota que o deixou encantado. Ficou pensando em até trocar de lugar para ficar mais próximo dela, só que daria muito na cara, então decidiu realmente não tentar, pelo menos não naquele momento. Começou a se concentrar na matéria, notou que agora estava na aula de português e a professora era um tanto que estranha; gordinha com longos cabelos ruivos e com pequenas sardas espalhada pela face, vestia uma calça jeans apertada que até dava a impressão que ela iria explodir e se não fosse pelas orelhas arredondadas, Match pensaria que ela era um Hobbit.
E assim se passou mais uma aula cansativa até tocar o sinal para o intervalo. Os alunos foram se levantando e Math não ficou surpreso de não ver todo mundo sair correndo, isso só acontecia na sua deprimente vida estudantil na época do ensino fundamental "O tempo cruel" pensou Math dando uma breve risadinha sem notar que a garota do sorriso mais lindo estava passando pelo seu lado. Ficou vermelho no ato e foi surpreendido com uma voz doce e suavemente admirável:
- Você também Ri sozinho?- Disse a garota que logo sentiu uma grande vontade de rir.
- É, o, é, acho que sim.- Respondeu Math todo desajeitado.
Nossa ele não conseguia acreditar, como que poderia na sua existência achar que logo a garota que o cativou iria puxar assunto. "Tudo bem, ela não é um monstro e não vai me morder" imaginou Math tentando se encorajar para continuar o assunto.
- A tudo bem, eu também sou as vezes só sorriso sozinha.- Continuo a falar a garota.
- Haha.- Riu Math meio sem graça.
Que bobo, ele estava em uma pura nostalgia da qual ele não conseguia responder. Parecia que todos os seus músculos tinham travado, que naquele momento a respiração de garoto fosse muito mais audível do que qualquer outro barulho ao seu redor.
E assim terminou a conversa, ela passou ao seu lado com um lindo sorriso que realmente seria capaz de transformar uma flor murcha em uma linda rosa a desabrochar.Ao vento seu cabelo loiro lhe tocou os ombros, era fascinante o cheiro adocicado de seu perfume que lhe fincou na memória, na alma em todo o seu corpo que estava a estremecer loucamente.
Match ficou parado ainda por alguns segundos se culpando por nem ao menos ter perguntado o seu nome, não tinha a coragem de correr atrás dela e começar a puxar outro assunto. Aos poucos Math foi voltando do céu direto a terra e a doce nostalgia que lhe cruzava em leve ao sonhos o devolveu a realidade da escola.
- Bem, hora de ir comer algo.- E balançando a cabeça como se estivesse voltando em orbita, partiu em direção a lanchonete da escola.
Voltando para sala e sentando em sua carteira, ficou por algum tempo rabiscando a parte de trás do seu caderno até que o sinal tocasse e a professora saísse. Math sabia que ali em plena sala de aula e com a presença da professora ele não conseguirá ter a oportunidade nem se quer de se aproximar daquela garota que o deixou encantado. Ficou pensando em até trocar de lugar para ficar mais próximo dela, só que daria muito na cara, então decidiu realmente não tentar, pelo menos não naquele momento. Começou a se concentrar na matéria, notou que agora estava na aula de português e a professora era um tanto que estranha; gordinha com longos cabelos ruivos e com pequenas sardas espalhada pela face, vestia uma calça jeans apertada que até dava a impressão que ela iria explodir e se não fosse pelas orelhas arredondadas, Match pensaria que ela era um Hobbit.
E assim se passou mais uma aula cansativa até tocar o sinal para o intervalo. Os alunos foram se levantando e Math não ficou surpreso de não ver todo mundo sair correndo, isso só acontecia na sua deprimente vida estudantil na época do ensino fundamental "O tempo cruel" pensou Math dando uma breve risadinha sem notar que a garota do sorriso mais lindo estava passando pelo seu lado. Ficou vermelho no ato e foi surpreendido com uma voz doce e suavemente admirável:
- Você também Ri sozinho?- Disse a garota que logo sentiu uma grande vontade de rir.
- É, o, é, acho que sim.- Respondeu Math todo desajeitado.
Nossa ele não conseguia acreditar, como que poderia na sua existência achar que logo a garota que o cativou iria puxar assunto. "Tudo bem, ela não é um monstro e não vai me morder" imaginou Math tentando se encorajar para continuar o assunto.
- A tudo bem, eu também sou as vezes só sorriso sozinha.- Continuo a falar a garota.
- Haha.- Riu Math meio sem graça.
Que bobo, ele estava em uma pura nostalgia da qual ele não conseguia responder. Parecia que todos os seus músculos tinham travado, que naquele momento a respiração de garoto fosse muito mais audível do que qualquer outro barulho ao seu redor.
E assim terminou a conversa, ela passou ao seu lado com um lindo sorriso que realmente seria capaz de transformar uma flor murcha em uma linda rosa a desabrochar.Ao vento seu cabelo loiro lhe tocou os ombros, era fascinante o cheiro adocicado de seu perfume que lhe fincou na memória, na alma em todo o seu corpo que estava a estremecer loucamente.
Match ficou parado ainda por alguns segundos se culpando por nem ao menos ter perguntado o seu nome, não tinha a coragem de correr atrás dela e começar a puxar outro assunto. Aos poucos Math foi voltando do céu direto a terra e a doce nostalgia que lhe cruzava em leve ao sonhos o devolveu a realidade da escola.
- Bem, hora de ir comer algo.- E balançando a cabeça como se estivesse voltando em orbita, partiu em direção a lanchonete da escola.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
4
- Abalaram a minha estrutura.- Sussurrou Math descendo pela escada.
Chegando ao banheiro se olhou no espelho e não achou nada interessante que lhe comprovasse a atenção da garota. Com as mãos sobre a pia, abaixou a cabeça e ligando a torneira molhou a face, molhando seus cachos perto da testa.
Math costumava raciocinar bastante, gostava de sentir a mais tristes de sua melancolia até os melhores momentos sorridentes de sua vida. Costumava dizer que o "Sentimento era uma dádiva da vida". Mesmo sabendo que muitas pessoas não sabiam como administrá-los ou como vive-los intensamente, nunca achou que isso realmente fosse fácil, mas ele o sabia como fazer bem.
Passados alguns segundos, entrou no Box do banheiro, abaixou a tampa da privada e se sentou apoiando os dois cotovelos sobre os joelhos e apoiando a face sobre as mãos, entrou em reflexão. O que Math raciocinou naquele momento realmente foi algo intenso, diria eu um verdadeiro poema escrito na alma:
"Não quero fazer da dor milhões de pedaços do meu coração. Sei que pertenço a tudo aquilo que nada o quebra, fora isso só eu, por mim choro. O engraçado é que nasci e nunca procurei o propósito disso. Mas agora quero saber sobre o que é amor? o por que de amar? Eu nem me quero mesmo, sabe? Cansei disso, há tempos falei para mim mesmo, mas talvez nem sabia quem mesmo eu era. Ou quem eu sou? Também nem me importa: A vontade de saltar e SIM, me preocupar aonde vou cair me incomoda, me deixa em mil estradas das quais nem sei para onde vão e também nem quero ir, sabe? Nem tenho o por que ir, há quem me motivava ficou lá para trás, "e olhar em todos os lugares e não encontrar quem eu quero é triste" ouvi uma vez por ai e compartilhei isso. Mas quero algo que me faça ver tudo que faço me lembra cada traço, e de todos os lugares que ando insisto em ter a presença de alguém. Aquele sorriso foram quatro mil facas entrando centímetros a centímetros dentro do meu corpo sem que eu pudesse ao menos reagir. O mundo continuava a girar, e todo tempo é meu tempo, o de correr, o de lembrar o de sorrir. Mas por que ainda sim, é sempre dentro de mim mesmo que me rasgo só para achar a lembrança do seu ultimo sorriso? É tanta dor, é tanto vazio... que passo a acreditar que o amor morreu."
Math não entendeu o tamanho daquela reflexão que veio como um sopro da mente direto pro coração. Mas o desanimo de tudo também não lhe davas força para procurar entender. Se levantou e lembrou que ainda estava em aula, mesmo sem perceber que essa breve reflexão que parecia horas durou nem se quer mais que dois minutos.
Assinar:
Comentários (Atom)